DATA

24/09 à 28/09

HORÁRIO

Segunda à Sexta 18h30-21h30
Quarta 19h-21h

LOCAL

Aliança Francesa Salvador

VAGAS

30

INSCRIÇÕES

Até 14 de setembro

INVESTIMENTO

Gratuito

PÚBLICO-ALVO

Voltado especialmente para realizadores/as, escritores/as e estudantes afrodescendentes.

PROFESSORA

Diane Lima

Caso haja necessidade, crianças são bem-vindas para acompanharem suas mães, pais ou cuidadores durante a oficina.


FACILITADORA

Diane Lima é curadora independente e diretora criativa. Mestra em Comunicação e Semiótica na PUC-SP, seu trabalho concentra-se em experimentar práticas artísticas e curatoriais multidisciplinares, desenvolvendo dispositivos de aprendizado coletivo com foco em processos de criação e produção de conhecimento.

Em 2014 fundou a plataforma NoBrasil criando o projeto AfroTranscendence (Red Bull Station/ Galpão VideoBrasil), programa de imersão em processos criativos para promover a cultura afro-brasileira contemporânea e que resultou no filme Tempo de Cura, selecionado em diversas mostras de cinema do Brasil. Entre os anos de 2016 e 2017 assinou a curadoria do Festival de Cinema Africano do Vale do Silício, a criação do A.Gentes – Programa de Imersão em Questões Raciais voltado para os funcionários do Itaú Cultural, além de ter sido curadora na mesma instituição, do Diálogos Ausentes, programa que durante um ano e meio, discutiu a presença dxs negrxs nas mais diferentes áreas de expressão culminando com a exposição homônima nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.

Em 2018, é a curadora do Valongo Festival Internacional da Imagem, integrante do Grupo de Críticos de Arte do CCSP-Centro Cultural São Paulo, além de ser jurada de diversas comissões de seleção e premiação como Prêmio Bravo! de Cultura, Prêmio EDP nas Artes do Instituto Tomie Ohtake e Artsonica do Oi Futuro. Colaborou para a Revista Bravo! e recentemente teve texto publicado na Antologia Histórias Afro-Atlânticas do MASP.


PLANOS DE AULAS

Aula 1 – 24/09, Segunda-feira
“Afrografias da Memória”

Apresentação do curso. Quais os enfrentamentos entre memória e realidade política e social? De caráter imersivo, esta aula será dedicada a mobilizar e cartografar os espaços do corpo e da memória individual e coletiva, a partir da reflexão proposta pela pesquisadora Leda Maria Martins, no livro Afrografias da Memória.

Aula 2 – 25/09, Terça-feira
“Fazer-se negro”

Como o mito negro é forjado ao longo do tempo? A aula tem como objetivo analisar as relações entre trauma colonial e memória apresentando como se formam os estereótipos raciais nos discursos e experiências estéticas sob a ideia de uma lei da raça.

Aula 3 – 26/09, Quarta-feira
“Um diálogo com o tempo”
Conferência no Encontros da Diáspora com a participação do diretor teatral e dramaturgo Diego Pinheiro.

Aula 4 – 27/09, Quinta-feira
“Tempo Negro”

Como se dão os processos de ressignificação e desconstrução dos estereótipos por meio do sensível? Abordando os imbricamentos entre práticas artísticas e de resistência, nesta aula refletiremos sobre o conceito de Tempo Negro e as relações entre ética, estética e estesia decolonial.

Aula 5 – 28/09, Sexta-feira
“O futuro está sempre aqui no passado”

No último encontro, pensaremos ficção visionária, surrealismo e intertextualidade nos processos de criação. Com uma visão expandida sobre a ancestralidade, abordaremos a dimensão artística e utilitária das linguagens, a instalação de temas e figuras, suas encruzilhadas e as relações entre memória, ficção e arquivo.

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